sábado, fevereiro 27, 2010

Cruzeiro 4 x 1 Colo Colo

Sim, foi no meio de semana passado, mas só posso escrever sobre o jogo hoje. Paciência.

Então... trinta e dois mil pagantes... o maior público dentre todos os times brasileiros que atuaram no meio de semana. E olha que teve greve de ônibus aqui em BH! Um milhão de pessoas prejudicadas. E o jogo foi às 19:30 o que, por um lado, incentivou o público, mas que por outro, complicou a chegada das pessoas ao estádio.

Muita gente deixou de comprar ingressos antecipadamente, como foi o meu caso. Estudante que sou. preparei-me para pagar R$17,50 em um ingresso de arquibancada central. Qual não foi a minha surpresa, ao saber que estavam esgotados todos os ingressos de arquibancada central - os de preço normal, e os de meia entrada. Surpresa maior veio logo a seguir: os cambistas tinham ingressos de estudante para vender! Claro, queriam R$30,00 em uma meia entrada de arquibancada central. Como eu tenho uma política de não aceitar ingressos de cambistas (perco o jogo se for o caso), decidi comprar um ingresso de arquibancada lateral (se não tivesse, eu compraria de cadeira numerada, ou de geral, mas de cambistas, eu não compro nada). Quinze reais, e lá estava eu na arquibancada.

O jogo foi morno. O Cruzeiro não soube impor um bom futebol, ou mesmo um jogo que valesse a pena de se assistir. Thiago Ribeiro fez um gol nos minutos iniciais, mas foi só. Eu até acreditara que ele finalmente aprendera a finalizar as jogadas, mas ainda no primeiro tempo ele desperdiçou duas chances muto claras de gol, o que me mostrou que ele continua na mesma: velocista incansável que não sabe onde é que deve parar a bola.

O primeiro tempo, ainda, viu o crescimento e o empate do time do Colo Colo. Eles aproveitaram, justamente, o aparente acomodamento do time da casa, partiram para cima, e conseguiram um empate. A primeira etapa ainda reservou ao torcedor o gol perdido por Thiago Ribeiro, aos quarenta e seis minutos.

No intervalo, saí para comer um pouco e tomar uma água. O Mineirão já foi um estádio com um serviço de bares excelente, que serviam refrigerantes de várias marcas, cervejas, água mineral e até suco. Com o tempo, cortaram cerveja; água só se compra com os ambulantes; o suco desapareceu... agora, a última novidade: só tem refrigerantes de uma marca em todos os bares do estádio. E não há assim tanta variedade: só Coca Cola (normal, nada de zero, diet, etc) e a imitação de guaraná, o tal do Kuat. Não tem Sprite, que é o refrigerante mais saboroso dessa marca. E, claro, não tem Guaraná Antactica, ou Soda Limonada, ou qualquer outra coisa. Só Coca e Kuat. Eu preferi tomar água do bebedouro.

Voltando para o segundo tempo, e tudo continuou meio que na mesma... o Cruzeiro desperdiçando o que podia, e o Colo Colo sem saber muito o que fazer: se partia para cima, ou se segurava o resultado. Ah, claro, esqueci de dizer: o juiz, no primeiro tempo, comportou-se de maneira a prejudicar, e muito, o andamento do jogo. Dizer que o goleiro chileno fez cera, é pouco. Em um dado tiro de meta, ele pegou a bola do lado esquerdo do gol, andou calmamente de volta para o campo de jogo, conduziu a bola atéééééé a extremidade direita da pequena área (numa vagareza de fazer enrubescer Dorival Caimmy), tomou distância, gesticulou com o braço e... tocou de lado para um zagueiro próximo à linha de fundo. O juiz nem tchum, entendeu tudo como normal. Engraçado que, se ele não marcava tão em cima os tempos de reposição de bola, certamente fazia questão que TODOS os lances de reposição (inclusive as cobranças de lateral) o corressem EXATAMENTE onde o jogo havia sido paralisado. Sério, a ponto de mandar uma cobrança ser repetida, porque o time cobrara uma falta a seu favor muito atrás, quer dizer, em seu campo de defesa, e não no campo de ataque, onde ocorrera a infração (e não, a infração não foi um impedimento).

Enfim, o juiz segurou o jogo. E segurou os cartões, para todas as faltas possíveis. Deixou de marcar um pênalti a favor do Cruzeiro, e de assinalar uma falta no lateral do mesmo time, no lance em que o Colo Colo empatou o jogo. Falhas e erros, para ambos os lados.

No segundo tempo, eu finalmente descobri quais eram os lances que mereciam cartões, na opinião do juiz: as reclamações pelas faltas assinaladas. Quer dizer, ele dera alguns amarelos no primeiro tempo, mas fora algo discreto (novamente, para ambas as equipes). Então, no segundo tempo, um dos jogadores do Colo Colo, já amarelado, reclamou da infração marcada contra seu time. Resultado: levou outro cartão amarelo, o que redunda em cartão vermelho. Daí, com um a mais, o Cruzeiro conseguiu marcar os outros gols. O time chileno perdeu o controle e, antes dos trinta minutos, por outra reclamação, outro jogador perdeu o direito de continuar em campo. O jogo já estava para lá de perdido.

O que nós, da torcida, esperávamos, era que o Cruzeiro aumentasse a goleada. Dois jogadores a mais, com quinze minutos ainda até o encerramento do jogo? Nossa, lá vem outro "pintou o sete". Mas não... o time limitou-se a tocar de lado, enrolar o jogo, sem objetividade alguma.

Méritos para o treinador, Adílson Batista, que soube fazer as substituições necessárias, e não permitiu que houvesse outro apagão no time. Treinador é para essas coisas. Ou ao menos deveria ser.

No final, 4 a 1 foi pouco. Mas foi o suficiente para garantir a vice-liderança do grupo. Hoje, daqui a algumas horas, teremos o jogo contra o Ituiutaba, pelo campeonato mineiro, onde perigamos perder 6 pontos (coisas de tribunal). Temos portanto a obrigação de vencer. É esperar para ver.

E.